Artesanato alagoano está entre os dois representantes do Nordeste em exposição na Alemanha

Alagoas tem conquistado cada vez mais visibilidade por meio da arte e do artesanato, expressões que traduzem nossa riqueza, costumes e diversidade cultural

O artesanato alagoano continua percorrendo o mundo. Desta vez, a parada é no Grassi Museum, na cidade de Leipzig, na Alemanha, com a exposição The Soul of Objects, que reúne mais de 200 obras de artesãos e designers de 13 países da América Latina. Entre as cinco produções brasileiras presentes na mostra, uma é alagoana: a arte de Jailton e Jamile, da Ilha do Ferro, em Pão de Açúcar, que até o dia 27 de setembro leva a potência do artesanato local e a linguagem artística do estado a um dos museus mais importantes da Europa.

A exposição destaca o fazer manual de 56 profissionais e valoriza a multiplicidade de materiais, técnicas e saberes que moldam diferentes identidades culturais. A dupla de artesãos desenvolve um trabalho colaborativo, unindo escultura e pintura em peças marcadas pela expressividade. O pai esculpe a madeira e dá forma a figuras da fauna e cenas do cotidiano. Já a filha é conhecida pelo uso de cores vibrantes e traços marcantes em suas produções.

Juntos, pai e filha possuem uma identidade artística reconhecida em feiras e exposições Brasil afora. Utilizando madeira de mulungu, os “Pássaros Coloridos” evidenciam a união entre tradição e inovação, já encantando os visitantes do museu.

O trabalho presente na mostra integra o programa Alagoas Feita à Mão, gerido pela Secretaria de Estado de Relações Federativas e Internacionais (Serfi), que coordena ações de valorização do artesanato local e promove inclusão produtiva, geração de renda e inserção em mercados nacionais e internacionais.

“Alagoas tem conquistado cada vez mais visibilidade por meio da arte e do artesanato, expressões que traduzem nossa riqueza, costumes e diversidade cultural. Estar entre os representantes do Brasil nesta exposição, de alcance internacional, demonstra o reconhecimento dos nossos diversos saberes e consolida, cada vez mais, a presença da arte alagoana no cenário mundial”, destacou a secretária de Estado de Relações Federativas e Internacionais, Jacqueline Rêgo.

O designer e curador, responsável pela obra na exposição, Marco Aurélio Pulchério, enfatiza a singularidade e a leveza do trabalho da dupla que representa o estado entre os 56 trabalhos expostos. “É um trabalho tão singular, que costumo dizer que são os pássaros do rio São Francisco. E, mais do que isso, eles passam a integrar o acervo do museu. O Grassi Museu de Arte Aplicada é um dos principais da Alemanha e possui uma coleção gigantesca de objetos. Há arte do mundo inteiro representada ali, e agora também haverá a arte de Alagoas, da Ilha do Ferro, de Jailton e Jamile, pai e filha, que realizam esse trabalho tão singular, tão lindo e que emociona por onde passa”, destacou.

Ele acrescenta que os trabalhos das duas produções nordestinas presentes na mostra, de Jamile e Jailton, de Alagoas, e de Francisco Graciano, do Ceará, estão entre os poucos que passarão a integrar o acervo do museu. “Isso tem uma importância gigantesca”, concluiu.



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